Equilíbrio Delicado
Trabalhar com a família e tentar criar um ambiente de alto astral na empresa que é minha não são tarefas fáceis. Nas universidades de jornalismo não existem cadeiras em que ensinem você a gerir. E, nesse momento, não é possível fazer uma nova faculdade. A alternativa tem sido fazer cursos e participar de atividades que tentem mostrar caminhos interessantes a seguir.
Enquanto isso, o jeito é você seguir seus instintos. Brincar sim, dar liberdade sim, até o momento em que você precisa dar uma suave puxada no freio de mão. Não é algo que seja o melhor, mas para comandar uma equipe é preciso sim.
Nem sempre achar que tudo são flores é uma saída para que o clima continue sempre bem. Tarefa difícil. Depois dizem que ser chefe é fácil… doce ilusão.
Dá pra acabar a semana…
Acho que algumas vezes, os astros e os deuses estão meio bravos lá em cima, ou resolveram dar um cochilo para descansar e aí a coisa desanda. Essa semana não foi fácil. Começo do feriado com problemas chatos e pessoas que acabam fazendo que os dias de descanso virem longos dias sem brilho, apesar de você tentar ao máximo que melhore.
Mas era só o começo. Aquela esperança de chegar a uma final de prêmio também foi por água abaixo. Blogs ainda não tem o respeito nem o entendimento que deveriam e os grandes portais é que sempre continuam tendo o espaço garantido. Mais uma pequena frustração. Se fosse só ela, dava pra tirar de letra, mas…
Cobertura do jogo do Fluminense e Boca. Sem o menor motivo, o netbook para de se conectar ao wifi da Acerj e em dia de jogo de Libertadores, conexão do 3g é uma aventura sem final feliz. Nada. Mas nem o celular conseguia conexão para tuitar direito. Ideia: pego o tablet, consigo conexão do wifi e começo a tuitar, mas a velocidade vai para o espaço no teclado digital… isso quando você não esbarra em uma tecla que nem tinha visto e seu teclado vira … japonês!!! Corre para olhar como voltar e na hora do desespero parece que tudo some na sua frente.
Mas tudo bem, depois eu pego as fotos com o Celso e publico. Como? O que? Desde que o Mac dele simplesmente não funcionasse. Morreu, o bicho. Não tinha como passar nada pra mim.
Vou dormir pra lá de duas da manhã, até acabar tudo. Acordo no susto e vejo um email de um evento pra cobrir no mesmo dia! Hora de se arrumar correndo, olhar a programação pra ver se vai dar tempo. Ufa, pelo menos deu certo, matéria feita e alivio.
Aí vem a cobertura do jogo do Flamengo e Lanús no Engenhão… Como disse um internauta no twitter e que foi copiado pelo O Globo, desclassificação com requintes de crueldade. Que sofrimento. Não podia ter terminado assim. Foi alguma coisa indescritível, mas consegui escrever o texto ainda dentro do Engenhão. Aliás, outro susto. Quase perco o texto inteiro, porque desligaram o wifi e a conexão do Fim de Jogo simplesmente não queria funcionar. Alívio, porque perdi 20% do que escrevi lá e que era pura emoção.
Ainda não tinha visto a Tribuna do Engenhão do jeito que estava. A grade que separa imprensa dos torcedores era um mero elemento de decoração.
Se um jogador experiente como o Love chorou… por que não eu…
Chega né, semana. Preciso daquelas notícias muito boas. Até que no meio de tudo duas coisas se salvaram que foram histórias e mensagens dos meus dois filhos sobre o Fim de Jogo. E isso é sempre um presente especial pra mim.
Quem venha uma semana muito melhor, porque essa já deu.
Fim de Jogo… meu sonho que deu certo
Demorei umas três horas e meia fazendo essa edição pelos oito anos do Fim de Jogo. Foi em um ótimo momento porque todo mundo tinha saído de casa naquela noite. Estava sozinha em casa pra mergulhar em centenas de vídeos nos meus HDs externos. Foi uma viagem no tempo. Não deu para ser o registro, realmente, nos oito anos, mas em grande parte deles. Amei fazer esse vídeo de aniversário e ainda de brincar com a edição. Sabe… uma pessoa feliz? Feliz por ver um projeto, em que todo mundo me chamava de louca dar certo? É uma sensação absurdamente boa e que eu recomendo. Não posso deixar de dizer que uma pessoa, há muito tempo atrás, me disse uma frase que nunca mais esqueci: “Você ainda vai viver do Fim de Jogo” (Bruno Rodrigues)
Quando o Corpo Manda
Estou para escrever aqui há tempos e é um absurdo não ter contato tanta coisa – e ainda é início de março. Vou tentar mudar isso daqui pra frente… mas isso também está ligado ao título do post. Esses dias o corpo deu ordem para mente. Uma semana com enxaqueca – alguns intervalos – e o resultado foi que perdi o gás. Pra recuperar mesmo só dormindo o domingo inteiro. Achei que o descanso do sábado, mesmo com uma cobertura de jogo, sem ter muito trabalho, seria suficiente. Que nada. Tive que fazer um tratamento de choque, porque a cabeça nem conseguia ter vontade de fazer nada, nem ler, nem pensar… Domingo sem ligar o computador. A tentação foi grande, mas resisti. Dormi, dormi, dormi e o efeito foi bom. Hoje, já consegui caminhar no entorno do Maracanã e isso é alguma coisa que sempre faz a minha cabeça não parar de trabalhar.
Mas, calma… tenho q ir devagar, mas isso já me deixa muito animada. Sentir que estou voltando ao normal
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