Cris Dissat

Diário de uma jornalista

Uma certa independência

Não tem a menor condições de fazer tudo em várias áreas, mas gosto de uma certa independência porque nem sempre as pessoas podem estar junto com você em algum momento de urgência.

Por isso, volta e meia me arrisco em algumas aventuras no WordPress. Meu blog pessoal é o teste do teste. O Fim de Jogo é o teste de clientes e prestação de serviços, mas, cada vez mais, tenho que testar mais ideias e menos tecnologias arriscadas, por causa da visitação alta do blog. Aí venho para cá e fazer uns experimentos e desabafar algumas coisas.

Tentar dar uma de fotógrafa quando não tenho o Celso por perto é necessidade. Fiz cursos há muito tempo atrás, que ajudaram. Ficar olhando o trabalho do Celso, como ele enquadra a foto, etc já adianta, mas não consigo ter tempo para aprender a corrigir problemas nas imagens. Usando meu celular ou máquinas mais simples, as fotos não ficam boas, apesar do factual ser muito importante e ter um ótimo efeito.

Mas, acho que consegui resolver o problema, parcialmente. Hoje, pela manhã, acordei e fiquei brincando um pouco com o computador e as imagens. Aliás é a hora de testar, porque na hora da cobertura, nem pensar. Descobri algo tão óbvio e simples, mas não custa dividir, né.

A partir de agora vou usar o Windows Galery para fazer as correções das fotos. Melhorou muito, mas o problema não fica resolvido, porque o software não baixa o tamanho da imagem. Seguindo os conselhos do Celso, faço a correção primeiro e depois vou no Irfanview e diminuo peso. Resolvido e vou testar amanhã, na cobertura do jogo entre Botafogo e Palmeiras.

Meu teste foi com uma foto feita pelo smartphone. Acho que ficou legal, para um celular e uma pseudofotógrafa.

 

09/10/2010 Publicado por | desafios, Fim de Jogo, fotografia | Deixe um comentário

Carnaval por trás de uma lente

Para muita gente pode parecer simples. Para outros, a complexidade do trabalho é óbvia e com isso vem a curiosidade de saber como é feita a cobertura fotográfica dos Desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Acompanhei isso de perto quando o Celso Pupo (marido e fotógrafo, ou nesse caso, fotógrafo e marido) cobriu o carnaval para a Getty Image.

Matei algumas curiosidades e fiz uma entrevista com o Celso. E, conversando com outros colegas jornalistas, vi que minhas dúvidas não eram só minhas.

Comissão de Frente da Unidos da Tijuca

Primeiro, não dá para só separar o material fotográfico antes de sair para a Marquês de Sapucaí. É preciso preparação. Antes do desfile sentamos para trocar figurinhas e acompanhei todos os detalhes que ele precisaria saber, além da melhor lente para usar em determinada situação.

A preparação até começa antes – muito antes – pois o credenciamento é feito com semanas de antecedência e a credencial retirada um dia antes do Carnaval começar. Além disso, os fotógrafos que poderão ir para a pista e andar no meio das Escolas precisam ter um colete específico que dá acesso livre. A disputa é grande e ir até a sala de imprensa antes, ver a posição das mesas e garantir seu espaço também poderá ser fundamental na hora do trabalho (leia-se correria).

Cris Dissat: O que você precisa saber antes de ir para a Avenida?

Celso Pupo: Precisamos saber quem são os destaques, carros principais, nomes e grafias corretas das madrinhas de bateria, destaques, mestres de bateria, celebridades e por aí vai. Na hora de passar a foto, as informações precisam ser completas.

Cris Dissat: Quantas fotos, em média, você faz por desfile?

Celso Pupo: São cerca de 600 fotos por escola. O número de fotos aproveitadas é muito variado. Para uma agência se enviam de 30 a 40 fotos, mas se for para uma matéria específica talvez 3 ou 4 fotos.

Cris Dissat: Como aguentar o ritmo de trabalho de cerca de 10 horas de trabalho sem parar e de madrugada?

Celso Pupo: Na verdade, a gente sente mais no último dia, mas durante o desfile a hora parece que voa. É parecido com o futebol. Nunca a gente sente que se passaram quase duas horas numa partida. A correria é muito grande e o número de atividades também. Quando você vê, a escola já passou.

Cris Dissat: Qual a maior dificuldade na cobertura?

Celso Pupo: Não tem dúvida que é o tempo. A correria em fotografar e voltar para a sala de imprensa para editar e enviar o material para as agências, antes da próxima escola entrar na Avenida.

Cris Dissat: O que é mais interessante na cobertura?

Celso Pupo: Estar em contato, muito próximo, com os integrantes das Escolas de Samba. Bom… se minha mulher não ficar brava, fotografar as passistas. Estou brincando, só para provocá-la. Gosto desse ritmo alucinante da correria da cobertura. Se você não gostar, nem adianta querer fazer.

Cris Dissat: Como é o relacionamento entre os fotógrafos? Muita concorrência ou existe colaboração entre os profissionais?

Celso Pupo: Fotógrafo, de um modo geral, não se sacaneia. Todos se ajudam. Lógico que existem aqueles momentos de disputa em determinados momentos, pelo melhor clique, mas depois que isso passa e a colaboração é melhor do que a concorrência.

Cris Dissat: Quantas pessoas seriam ideais para uma equipe de trabalho?

Celso Pupo: Isso é muito relativo. Tudo depende para onde você vai trabalhar e quais os objetivos da cobertura em questão.

28/02/2010 Publicado por | artigos, evento, fotografia, Reportagens | , , | Deixe um comentário

Um dia atrás do outro, uma noite no meio

No post anterior falei de um dos ditados que minha mãe gosta e que está ligado a tantos outros – por exemplo, aqui se faz, aqui se paga – o que falta é uma certa paciência para esperar que a própria vida se encarregue de ser justa. E como é difícil ter paciência para esperar. Então enquanto isso, é melhor colocar a mão na massa e ir tirando do papel sonhos – com cuidado para que algumas pessoas não destruam, transformando em pesadelos – e colocando em prática.

Lógico que incluo o Fim de Jogo nisso. Acho que muita coisa boa virá.

Outra coisa é que depois da puxada de tapete na minha viagem especial do ano, é hora de colocar a cabeça pra funcionar e criar outras alternativas de trabalho. Chega só de pensar e é o momento de fazer. Desde que li o livro do Zeca Camargo, em 2005, relatando a Viagem ao redor do Mundo (do Fantástico), me identifiquei com várias coisas que ele passava e vi quanta gente não tem a menor ideia de certas situações e como tentar driblar algumas. Taí, uma ideia pra sair do papel. No dia 12 de outubro, eu e o Celso (maridão) pegamos um voo para Montreal, no Canadá. Além de acompanhar o Congresso Mundial de Diabetes, que é algo fantástico – principalmente para quem adora cobrir congresso – vou apresentar dois posters, relacionando Redes Sociais e Diabetes.

Só que esse meu jeito tranquilo de ser, queria mais. E por que não? Quando pegar o avião, começo nosso diário – Perdidos em Montreal, em que vou contar as nossas aventuras pela cidade – lógico com muitas fotos do Celso – e o dia-a-dia junto com a imprensa internacional que estará no IDF Congress 2009.

29/09/2009 Publicado por | desabafos, desafios, Fim de Jogo, fotografia, Perdidos em Montreal, viagem | Deixe um comentário

Fashion Rio e os Cliques

Não tem como dizer que sou indiferente aos eventos de moda que estão rolando no início do ano. E, além disso, ainda rola um orgulho porque o Celso Pupo (maridão e fotógrafo) está trabalhando no Fashion Rio. Dá saudades da época que fui jornalista de moda (1984 a 1990). Naquela época não existia todo esse mega esquema de Fashion Rio nem São Paulo Fashion Week. Era tudo muito diferente.

E, na foto, o Celso nos bastidores do evento, trabalhando muito. Desde domingo que ele está por lá e emplacou, pelo menos, duas fotos no G1.

No centro, abaixado, Celso trabalhando muito.

No centro, abaixado, Celso trabalhando muito.

E, lógico, um clique dele no Backstage do Fashion Rio. Na foto, a modelo Fabiana Semprebom.

Modelo Fabiana Semprebom

Modelo Fabiana Semprebom

16/01/2009 Publicado por | fotografia, moda | Deixe um comentário